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Deixe em branco para omitir a relação total

Por omissão usa a relação dos dentes se vazio

Para a queda % face à relação da mudança

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Resultado

A fórmula

Num par de engrenagens, a relação é dentes conduzidos ÷ dentes condutores. A relação total multiplica mudança × diferencial. A queda percentual entre mudanças é (i₁ − i₂) ÷ i₁ × 100%.

i = N_driven ÷ N_drive · i_overall = i_gear × i_final · drop% = (i₁ − i₂) ÷ i₁ × 100

Exemplo resolvido

  1. Coroa 41 dentes, pinhão 11 → i = 41 ÷ 11 ≈ 3,727
  2. 3.ª 1,45 × diferencial 3,727 → total ≈ 5,40
  3. 2.ª 2,10 vs 3.ª 1,45 → queda = (2,10 − 1,45) ÷ 2,10 ≈ 31%

Resultado: Eixo ≈ 3,73:1 · total na 3.ª ≈ 5,40:1 · queda 2→3 ≈ 31%

Como se calculam as relações de engrenagem

A contagem de dentes assume pares retos/helicoidais sem intermediários que alterem a magnitude. Planetários pedem outro modelo.

Condutor vs conduzido

«Condutor» é a entrada (pinhão); «conduzido» a saída (coroa). Num diferencial, coroa ÷ pinhão é a relação do eixo (ex. 3,73).

Relação total

O binário na roda multiplica mudança × diferencial (e caixa de transferência). Número total mais alto = mais binário e mais RPM a uma velocidade dada.

Queda percentual

A queda entre mudanças consecutivas descreve quanto caem as RPM ao subir a velocidade constante. Quedas grandes podem afogar um motor picado; relações fechadas mantêm-no na faixa útil.

O que não modelamos

Sem planetários, CVT, derrapagem DCT nem perdas — só geometria de relação.

Factos interessantes

Pontes 3,73 e 4,10 nos clubes PT

Em fóruns de BMW, VW e Peugeot citam-se muito 3,73 e 4,10. O 4,10 multiplica mais binário e sobe RPM na A1; o 3,73 costuma ser o compromisso do dia a dia.

Caixas fechadas de pista

Em trackdays no Estoril ou Portimão preferem-se saltos pequenos para ficar no binário. Num diesel de viagem, saltos mais abertos incomodam menos.

Contar coroa e pinhão na oficina

Se a ficha ou o anúncio omitem o diferencial, no elevador contam-se dentes: coroa ÷ pinhão = relação. Método clássico quando faltam papéis.

Overdrive e consumo em autoestrada

Uma mudança < 1,0 baixa RPM a 120 km/h. Menos multiplicação de binário: bom para consumo, mau se a 6.ª já ia justa a ultrapassar.

Perguntas frequentes

Divida os dentes conduzidos (coroa) pelos condutores (pinhão). Exemplo: 41 ÷ 11 ≈ 3,73:1.

Relação da caixa × diferencial (e redutora se houver). Liga voltas do motor às da roda.

Caixas de série muitas vezes ~20–40 %. Em pista prefere-se mais fechado; depende da curva de binário.

Números mais altos multiplicam binário e RPM à mesma velocidade — melhor para acelerar ou rebocar, pior para cruzeiro relaxado.

Sim para um só prato/pinhão. Com desviador e desenvolvimento precisa também do tamanho da roda.

Referências

  1. Instituto da Mobilidade e dos Transportes — IMT Autoridade portuguesa sobre veículos e enquadramento técnico.
  2. ISO — engrenagens e definições — ISO Quadro normativo internacional sobre geometria de engrenagens.

Ajuda geométrica educativa — confirme montagens críticas com dados do fabricante.

Última revisão: 1786233600 — Revisto por: Editorial Team

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